“Setor vitivinícola é chave para Portugal e para a nossa empresa”

Como avalia o estado global atual do setor de atividade em que opera a Corteva?
Manuel Melgarejo – Vivemos num mundo que, cada vez mais, tem necessidade de mais alimentos, e de alimentos de maior qualidade. Ao mesmo tempo, temos de preservar o meio ambiente. Nesse contexto, Corteva será a única companhia 100% agrícola mundial que, através da combinação das nossas plataformas de sementes, de produtos para a proteção das culturas e digital, pretende dar soluções ao agricultor e satisfazer as expectativas do consumidor. Além disso, está a preservar o mundo para as gerações futuras.

Que relevância encontra no tema escolhido “A Vinha e o Vinho” para esta edição da FNA 19?

António Bravo – Portugal e o vinho são duas realidades intimamente relacionadas. Qualquer um de nós conhece muito sobre o vinho português. Já o sentimos e já o bebemos. Faz parte da agricultura portuguesa desde o início e é provavelmente o produto mais reconhecido a nível mundial.

Como é que a Corteva se enquadra neste setor?

António Bravo – Como empresa líder a nível mundial na proteção de culturas, o vinho é uma área muito importante para nós. Historicamente, tanto a Dow, a Dupont e, atualmente, a Corteva têm sempre tido produtos líderes de mercado no setor do vinho. E estamos em contínua renovação. Para a Corteva, o mundo da vinicultura é um dos setores-chave e em desenvolvimento contínuo. Em 2019 vamos lançar um novo fungicida, principalmente para a vinha, que vai ser um dos líderes de mercado. Vai ajudar os agricultores portugueses na proteção das suas culturas e ajudá-los a produzir este vinho mundialmente famoso.

Hoje em dia a tecnologia está presente no nosso dia-a-dia. O setor tem acompanhado esta tendência? O que é necessário fazer para inovar e desenvolver os “produtos” nesta área?

Alberto Martin – O mercado e segmento de produção de alimentos é muito exigente e muito dinâmico. As autoridades que regulam o mercado e os consumidores exigem cada vez mais às empresas que se dedicam à produção de alimentos. Pedem-nos alimentação de qualidade, pedem-nos alimentos que sejam produzidos cumprindo as normas ambientais e com respeito pelo meio ambiente e pela segurança de todos os operadores.
Tudo isto só é possível com a aplicação de tecnologia no desenvolvimento dos nossos produtos e suas aplicações e na evolução de novos instrumentos que permitam ao agricultor produzir alimentos com as exigências do mercado. São empresas líderes como a nossa que têm capacidade de investir bastante dinheiro para dar ao agricultor os instrumentos que necessita para produzir de acordo com as normas do mercado.

Que objetivos e novidades traz a vossa empresa para a edição da FNA 19?

Alberto Ojembarrena – O objetivo fundamental da Corteva na Feira Nacional de Agricultura é a apresentação de uma nova empresa agrícola, que nasceu da realidade de três outras grandes empresas do setor: a DOW Agrosciences, a Dupont Crop Protection e a Pioneer, na área das sementes. O nosso objetivo na FNA é de dar a conhecer ao mercado esta nova empresa. Como principal novidade, trazemos um novo produto, muito importante para o setor agrícola português, que é um novo fungicida para a cultura da vinha e o controlo do míldio. Trata-se do ZORVEC, uma nova proposta para a agricultura portuguesa neste tipo de cultura.

Qual é a importância da FNA para a atividade da vossa empresa?

Luís Grifo – A Pioneer, que atualmente faz parte do grupo Corteva, está há 14 anos na FNA. A Corteva é empresa líder nacional ao nível das sementes e pretende ser líder mundial nos fatores de produção para a agricultura. Estamos na FNA porque é o certame mais antigo e mais importante só dedicado à agricultura e é um ponto de honra estarmos presentes nos principais certames. Estaremos na FNA expondo as principais culturas no campo de
demonstração e também apresentando a nossa plataforma para a plantação de plantas.

Hoje tudo acontece muito rapidamente. Como é estar neste mercado atualmente e como se consegue fazer face às mudanças que têm existido?

.Javier Negro – Não é uma tarefa fácil. É necessário estar muito atento e é preciso saber ouvir e ouvir muito. Temos de ouvir e perceber as necessidades dos agricultores e dos nossos clientes. Por outro lado, temos de perceber a informação da própria empresa, dos nossos investigadores e dos nossos especialistas e conjugar toda esta informação. Creio que é essa a chave do êxito. Saber ouvir e estar muito atento ao que se passa no mercado

Entrevistas com Manuel Melgarejo (Country Leader), António Bravo (Crop Protection Marketing Manager Spain and Portugal), Alberto Martin (Customer Technology Manager – Crop Protection Iberia), Alberto Ojembarrena (Marketing Manager Seeds and Food Chain Spain and Portugal), Javier Negro (Commercial Effectiveness Manager South Europe), Luís Grifo – Portugal Business Manager